quinta-feira, 9 de junho de 2011

Frequências de Radio e TV




Freqüências de rádio


Uma onda de rádio é uma onda eletromagnética propagada por uma antena. As ondas de rádio têm diferentes freqüências e, ao sintonizar um receptor de rádio em uma freqüência específica, é possível captar um sinal.

Frequência de algumas rádios do Extremo Sul da Bahia:
Rádio Cidade FM 87,9 (Teixeira de Freitas)
Rádio Caraípe FM 100,5 (Teixeira de Freitas)
Rádio Sucesso FM 104,9 (Teixeira de Freitas)
Rádio Jacarandá AM 710 (Eunápolis)
Rádio Terramar FM 92,9(Itamaraju)
Rádio 99 FM 99,0 (Itamaraju)
Rádio 3 corações FM 97,5 (Mucuri)
Rádio Extremo Sul AM 830 (Itamaraju)

No Brasil o órgão regulador da radiodifusão é a ANATEL.
A rádio FM (frequência modulada) pode sintonizar uma frequência específica e receber o sinal de uma estação. 

Todos as estações FM transmitem em uma banda de frequência entre 88 e 108 megahertz. Esta banda do espectro eletromagnético é utilizada somente para transmissão de rádio FM.

Já a rádio AM é confinada em uma banda que vai de 535 a 1.700 kilohertz (kilo significa "milhares", então seriam 535 mil até 1.700.000 ciclos por segundo).

As bandas de freqüência mais comuns são:

• rádio AM - 535 kilohertz a 1.7 megahertz
• rádio de ondas curtas - 5.9 megahertz a 26.1 megahertz
• rádio CB - 26.96 megahertz a 27.41 megahertz
• canais de TV - 54 a 88 megahertz do canal 2 até o 6
• rádio FM - 88 megahertz a 108 megahertz
• canais de TV - 174 a 220 megahertz do canal 7 até o 13

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Marconi e o rádio

 Guglielmo Marconi  (1874-1937)  Itália


  • Pioneiro do rádio, considerado seu inventor oficial;
  • Tinha apenas 23 anos quando patenteou um sistema de telegrafia sem fios que lhe assegurou o monopólio das radiocomunicações.
  • Nos anos 20, primeira rede intercontinental de comunicação por rádio.
  • Um cientista brasileiro expôs suas descobertas em São Paulo muito antes de Marconi e de outros.
  • Padre Roberto Landell de Moura no rádio só não foi reconhecido porque ele não fazia parte da comunidade científica internacional, sediada na Europa e nos Estados Unidos.
  • Quando Marconi começou suas experiências com transmissões, as ondas de rádio eram conhecidas como ondas hertzianas.
  • Em 1888 Rudolf Heinrich Hertz descobriu a existência das ondas eletromagnéticas.
  • A conquista de Marconi foi conseguir produzir e detectar essas ondas em longas distâncias.
  • Fundou sua própria empresa, Marconi's Wireless Telegraph Company Limited.
  • Quando Marconi morreu, as estações de rádio em todo o mundo fizeram dois minutos de silêncio.

Graham Bell e o telefone

Alexander Graham Bell ( 1847-1922)

  • Nasceu em Edimburgo, Escócia;
  • Sua família tinha tradição na correção dos problemas da fala;
  • O pai, Alexander Melville Bell, queria criar a fala visível;
  • Aos 14 anos reproduziu o aparelho fonador;
  • Passou por três universidades. Formou-se em medicina;
  • Entre 1873 e 1874, fez experimentos na tentativa de transmitir a voz humana;
  • Em 10 de março de 1876 experimentou o modelo do telefone com o assistente Watson. Não conseguiu mensagens intelegíveis;
  • Trabalhando, derrubou pilha e ácidos sobre os fios de seu experimento. Ao chamar Watson, esse o ouviu de outro cômodo, por meio do telefone. Ele tinha 29 anos;
  • Apresentou seu invento na exposição da Filadélfia;
  • Dom Pedro o reconheceu como professor da Universidade de Boston e resolveu ver o experimento;
  • “Grande Deus”, “Isto fala”, teria exclamado o imperador;
  • Na Europa lançou o telefone comercialmente;
  • Em 1915 foi inaugurada a 1ª linha transcontinental norte-americana;
  • Quando morreu, todos os telefones dos EUA ficaram mudos em sinal de luto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A cibercultura seria fonte de exclusão?


Cap. 18- Respostas a algumas perguntas freqüentes
         18.1- A cibercultura seria fonte de exclusão?

“...desenvolvimento da cibercultura (...) fator suplementar de desigualdade e exclusão...” (p.235)

“O número de pessoas que participam da cibercultura aumenta em ritmo exponencial...” (p.236)

“ Os excluídos serão portanto, numericamente, cada vez menos.” (p.236)

“...uma vez adquirido o uso da leitura e da escrita, o uso do ciberespaço pelos indivíduos e  organizações requer poucos conhecimentos teóricos.” (p.237)

“Não havia iletrados antes da invenção da escrita”. (p.237)

“Apenas não se trata mais de adesão ao sentido, mas sim de conexão.” (p.238)

“Suas fronteiras são imprecisas, móveis, provisórias.” (238)


Cap 18.
18.1- Ao desenvolver o tema “ A cibercultura seria fonte de exclusão?”, Lévy revela, mais uma vez, sua faceta otimista quanto a cibercultura. A resposta para seu questionamento inicial é dada em três tópicos e antecedida de um texto introdutório.

Apresentação do tema:

Neste momento o autor admite uma possibilidade de exclusão, mas argumenta que seria apenas um suplemento neste quesito.
Entre as possíveis causas excludentes ele lista a carência econômica dos países em desenvolvimento, o que dificultaria a aquisição de equipamentos e competências para o acesso ao ciberespaço.
O autor lembra ainda, que existem questões culturais de formas de comunicação que precisam ser vencidas, e que essa nova maneira de comunicar pode gerar sentimento de incompetência em quem não o domina.

1ª resposta: É preciso observar a tendência de conexão e não seus números absolutos

O autor revela que a taxa de crescimento das conexões com o ciberespaço demonstra uma velocidade de apropriação social superior à de todos os sistemas anteriores de comunicação, e que o número de pessoas que participam da cibercultura aumenta em ritmo exponencial desde o fim dos anos 80. Lévy conclui que os excluídos serão, portanto, numericamente, cada vez menos.

2ª resposta: será cada vez mais fácil e barato conectar-se

Levy argumenta que os sentimentos de incompetência são cada vez menos justificados, já que uma pessoa com habilidade de ler e escrever, precisará de poucos conhecimentos técnicos para acessar equipamentos e programas de conexão.

3ª resposta: qualquer avanço nos sistemas de comunicação acarreta necessariamente alguma exclusão

Ao introduzir esta resposta, ao autor explica: “ Não havia iletrados antes da invenção da escrita.”, com isto, ele deixa claro que toda a novidade precisa de um tempo de adaptação e que irremediavelmente fará alguns excluídos, mas que isso não é forte o suficiente para parar o crescimento das formas de comunicação. Ainda defendendo esta tese, Lévy afirma que nem mesmo os meios totalizadores englobam o todo.

O autor diz ainda que a diferença entre a cibercultura e as demais maneiras de comunicar, e excluir, é que neste caso trata-se de conexão ao invés de adesão ao sentido. Metaforicamente, ele lembra a diversidade presente no ciberespaço: “ a cibercultura reúne de forma caótica todas as heresias. Mistura cidadãos e bárbaros; pretensos ignorantes e sábios”, mas que mesmo com suas divisões e junções, esse modelo de espaço possui fronteiras móveis, provisórias e imprecisas.

terça-feira, 29 de março de 2011

Introdução

Lévy, Pierre. Cibercultura. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 1999.
Pierre Lévy nasceu na Tunísia em 1956, é oriundo de uma família judaica. O filósofo francês Pierre Lévy, da Universidade de Ottawa, Canadá, é um dos maiores estudiosos da comunicação virtual. Fez mestrado em História da Ciência e doutorado em Sociologia e Ciência da Informação e da Comunicação, na Universidade de Sorbonne, França. Trabalha desde 2002 como titular da cadeira de pesquisa em inteligência coletiva na Universidade de Ottawa, Canadá. É membro da Sociedade Real do Canadá (Academia Canadense de Ciências e Humanidades). Pierre Levy  publicou mais de cem artigos e dez livros assinados, entre os quais “Cibercultura”.

A introdução da obra supracitada é denominada “Dilúvios”, sobre a qual seguem fichamento e resumo:

"O crescimento do ciberespaço resulta de um movimento internacional de jovens ávidos para experimentar, coletivamente, formas de comunicação diferentes daquelas que as mídias clássicas nos propõem." (p.11)

"Ao nascer, o cinema foi desprezado como meio de ambotamento mecânico das massas por quase todos os intelectuais bem-pensantes..." (p.11)

"Não há sentido em opor o comércio de um lado e a dinâmica libertária e comunitária que comandou o crescimento da internet de outro" (p.13)

"Uma das principais hipóteses deste livro é a de que a cibercultura expressa o surgimento de um novo universal, diferente das formas culturais que vieram antes dele" (p.15)

"Mas o novo dilúvio não apaga as marcas do espírito. Carrega-as todas juntas. Fluida, virtual, ao msmo tempo resumida e dispersa, essa biblioteca de Babel não pode ser queimada". (p.16)

"O ciberespaço é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial de computadores". (p.17)

"..."cibercultura", especifica aqui o conjunto de técnicas, de práticas, de modos de pensamento e valores." (p.17)